Laís Novaes
A ejaculação precoce costuma ser vivida pelo homem de uma maneira muito mais profunda do que simplesmente “ejacular rápido”.
Muitos chegam à terapia trazendo vergonha, frustração e a sensação de que não conseguem corresponder à parceira. Alguns começam a evitar relações sexuais. Outros passam a pensar excessivamente durante a intimidade: “Será que vai acontecer de novo?”, “Preciso me controlar”, “Ela vai ficar decepcionada?”
E é justamente aí que um ciclo pode se formar.
A ansiedade pode entrar no quarto antes do homem
Quando o medo de ejacular rapidamente aumenta, a atenção deixa de estar no prazer e passa a estar no controle.
O homem começa a monitorar o próprio corpo, a respiração, a excitação e cada sensação que aparece.
Quanto mais ele tenta controlar desesperadamente o que está acontecendo, maior pode ficar a tensão.
Por isso, em muitos casos, não estamos diante apenas de uma questão sexual. Estamos diante de uma experiência que envolve ansiedade, autoestima, pensamentos, emoções e, muitas vezes, a relação com a própria masculinidade.
“Será que tem alguma coisa errada comigo?”
Essa é uma pergunta que escuto com frequência.
E minha resposta é: ter uma dificuldade sexual não diminui o valor de um homem.
A sexualidade não deveria ser uma prova de desempenho.
Ela envolve prazer, intimidade, comunicação, segurança e a possibilidade de estar presente na relação sem transformar cada encontro em um teste.
A ejaculação precoce pode ser investigada e tratada. O primeiro passo é compreender o que está acontecendo com aquele homem, sua história sexual, seus pensamentos, suas emoções, seus relacionamentos e os fatores que podem estar mantendo a dificuldade.
E como funciona a terapia?
Na terapia sexual, não existe uma receita igual para todos.
O tratamento é individualizado. Dependendo do caso, trabalhamos ansiedade de desempenho, pensamentos automáticos, crenças sobre masculinidade e sexualidade, percepção das sensações corporais, comunicação com a parceira ou parceiro e outros aspectos que estejam relacionados à dificuldade.
O objetivo não é simplesmente ensinar o homem a “segurar”.
É ajudá-lo a compreender sua sexualidade e a construir uma relação mais tranquila com o próprio corpo e com o prazer.
Você não precisa continuar sofrendo em silêncio
Se a ejaculação precoce está afetando sua autoestima, seu relacionamento ou sua vida sexual, procurar ajuda não significa admitir uma fraqueza.
Significa reconhecer uma dificuldade e cuidar dela.
Ao longo da minha experiência clínica, aprendi que muitas vezes o homem chega ao consultório preocupado com a ejaculação, mas existe uma história muito maior por trás dela.
E é essa história que precisamos compreender.
Você não é a sua dificuldade sexual.
Ela é apenas uma parte da sua história — e pode ser compreendida e trabalhada em terapia.
Você está sofrendo com essa dor? Eu te ajudo a resolver e juntos encontraremos a solução. Essa dor é muito mais fácil de tratar do que você possa imaginar até porque não está sozinho. Converse e agende avaliação pelo whatsapp.
Laís Novaes - CRP 6/48588
Especialista em psicologia e sexualidade
